OUÇAMOS
OS SANTOS PADRES:

1. – ARREPENDE-TE DOS TEUS PECADOS!

“Não presumamos de modo nenhum que vivemos rectamente e sem pecado. Será louvável a nossa vida, se não esquecermos a necessidade de pedir perdão. Mas os homens sem esperança, quanto menos preocupados estão com os seus pecados, tanto mais curiosos são sobre os pecados alheios. Não procuram corrigir, mas criticar. E como não podem acusar-se a si mesmos, estão sempre prontos a acusar os outros.
Sintamos desgosto de nós mesmos quando pecamos, porque os pecados causam desgosto a Deus. E já que somos pecadores, sejamos semelhantes a Deus ao menos nisto, desgostando-nos com o que desgosta a Deus.”

( S. Agostinho )

2. – ACUSA OS TEUS PECADOS!

“Primeiro caminho da penitência é a acusação dos pecados: Confessa primeiro os teus pecados e serás justificado. Por isso dizia também o Profeta: Eu disse: Vou confessar ao Senhor a minha culpa; e Vós perdoastes a culpa do meu pecado. Condena, portanto, também tu as tuas culpas, e esta confissão te alcançará o perdão do Senhor. E se condenares as tuas culpas, serás mais cauteloso para não voltar a cair. Habitua a tua consciência a ser a tua acusadora familiar, para que mais tarde ninguém te acuse diante do tribunal do Senhor”.

( S. João Crisóstomo )

3. – DEUS É CONDESCENDENTE!

“Todos nos ensinam que nada é tão grato a Deus e conforme ao Seu amor como a conversão dos homens a Ele, com sincero arrependimento. E, para dar a maior prova da bondade divina, o Verbo de Deus Pai (que é o primeiro e único sinal da sua infinita bondade), num acto de humilhação que nenhuma palavra pode explicar, num acto de condescendência para com os homens, dignou-Se habitar entre nós por meio da Encarnação; e realizou, padeceu e ensinou tudo o que era necessário para que nós, seus inimigos e adversários, fôssemos reconciliados com Deus Pai e chamados de novo à felicidade eterna que tínhamos perdido.
O Verbo divino não se limitou a curar as nossas enfermidades com o poder dos seus milagres. Tomou sobre Si a nossa fragilidade, libertou-nos dos nossos muitos e gravíssimos pecados, pagou a nossa dívida mediante o suplício da cruz, como se fosse ele o culpado, quando na verdade estava livre de toda a culpa.”

( S. Máximo, Confessor )






 

 

 


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