REZEMOS ASSIM COM SANTA TERESINHA:

“Ó Senhor, já não me admiro de nada, não me aflijo ao ver que sou a própria fraqueza, antes, pelo contrário, é nela que me glorio e conto descobrir em mim cada dia novas imperfeições.

Que ilusão!... não queríamos cair nunca? Que importa, meu Jesus, se caio a cada instante; por aí vejo a minha fraqueza e isso é para mim um grande ganho. Por aí Vós vedes o que posso fazer e sereis então mais tentado a levar-me nos braços... Se o não fazeis, é porque Vos agrada ver-me caída por terra... não vou inquietar-me então, mas estenderei sempre para Vós os meus braços suplicantes e cheios de amor! Não posso crer que me abandoneis.

Oh! não sempre sou fiel, mas não desanimo nunca; abandono-me nos Vossos braços e, como uma gotinha de orvalho, abismo-me cada vez mais no Vosso cálice, ó Divina Flor dos campos, e aí encontro tudo o que perdi e muito mais ainda.

Ó Senhor, quando cometo uma falta que me entristece, sei bem que esta tristeza é a consequência da minha infidelidade. Mas não quero parar nela, quero correr para Vós e dizer-Vos: Meu Deus, sei que mereci este sentimento, e, no entanto, permiti que Vo-lo ofereça como uma prova que me enviais por amor. Lamento o que fiz, mas, sinto-me contente por ter este sofrimento para Vos oferecer.

Sou feliz por me sentir assim imperfeita e por ter tanta necessidade da Vossa misericórdia! Quando se aceita com doçura a humilhação de ter sido imperfeita, a Vossa graça volta imediatamente.”
(Intimidade Divina, 2ª Ed. p.426)


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